Robson Trindade, o mestre do Visagismo Acadêmico, conta a história do Visagismo no Brasil, desde seu início até o panorama futuro da profissão

Robson Trindade revolucionou a formação profissional no Brasil ao levar a arte de harmonizar a imagem pessoal para as universidades, ao mesmo tempo, esse educador nato é um cabeleireiro de sucesso com muita história para contar.

“O visagismo surgiu na minha vida em 1994, quando o Jacques Janine trouxe o visagista francês Claude Juillard para ensinar o método aos hairstylists da rede. Depois fui para a França e completei todos os módulos. O tempo passou, 2004 abri o Red Door e em 2008 fui convidado para atuar como professor na graduação em Visagismo e Terapia Capilar na Anhembi Morumbi. Tive a oportunidade de estruturar uma grade de visagismo acadêmico, já que meu histórico me permitia dar aulas em faculdades. Tudo que havia feito lá atrás passava a fazer mais sentido para mim.

Anos antes, trabalhando no Jacques Janine, já sabia que o futuro do mercado de beleza estava na educação dos cabeleireiros. Chegava a hora de levar aquilo que aprendi para dentro da universidade. Ali podia transmitir um conhecimento consistente sobre construção de imagem, aparência… Coisas importantes para um profissional que lida com o visual. Daí, não parei mais. Ensinei marketing, gestão, moda em diversas escolas, como Belas Artes, Panamericana de Artes e Senac, inclusive em pós-graduação.

Sou pioneiro no visagismo acadêmico e quero deixar esse legado. Ajudei a construir a pós-graduação da Anhembi Morumbi e desenvolvi um MBA em parceria com a Universidade Estácio de Sá, que é o primeiro do tipo no Brasil.

E esse é o futuro do mundo da beleza: ele não irá mais permitir que um profissional seja autodidata, é preciso estudar!

O visagismo estuda o rosto, que é o cerne da identidade do indivíduo. Quando a gente conhece uma pessoa, também sabe de que tipo de coisas ela pode precisar, da roupa aos acessórios. Conseguimos visualizá-la da cabeça aos pés. Analisar a face é uma questão, descobrir o que compõe o ser humano é outra. O visagista olha o indivíduo como um todo, consegue enxergar alguém interna e externamente, ele descobre quem você é e identifica quais imagens quer construir a partir da sua aparência. Acredito que, em 20 anos, o profissional de beleza será, antes de tudo, um visagista, e a partir daí se tornará um expert em cabelo, maquiagem, etc.

Procurar um expert é uma tendência nos dias de hoje. Com base nisso, temos o Red Door, que é um salão, e o Red Team, um escritório de engenharia de imagem, que vende projetos de consultoria especializada.”