O Universo da Beleza, um Capítulo à Parte

1. Introdução

Um triângulo amoroso entre beleza, moda e a imagem pessoal, traçam uma história social através de séculos de vaidade, atração e sedução que resultaria na consagração das imagens midiatizadas, constata o professor de Visagismo Acadêmico Robson Trindade http://educacaovisagismoeprojetos.com.br/parceiros/robson-trindade/ .

 2. Padrões de beleza na história

A história buscou sempre um padrão de beleza em sua existência de acordo com a cultura, a religião e a moda. Uma conexão do imaginário em convergência com o universo social.

Uma pergunta que não quer calar: mas afinal o que é beleza?

“Há séculos, a beleza distingue e desperta inveja”.

Ela tem o poder de excitar multidões, inspirar o amor, enriquecer ou arruinar pessoas. “A beleza é um trunfo de quem a possui, um objetivo dos que não se consideram belos, um instrumento de poder, uma moeda de troca em diferentes sociedades” (Sant’anna 2014).

3. Como se sobressair?

Ser belo ao olhar do outro, adornar o corpo, pintar a pele, coroar a cabeça, ser admirado, se construiu no desejo e na vontade da natureza humana de se diferenciar e sobressair desde o princípio das civilizações.

Exibir a bravura de suas conquistas, com garras e dentes adornando o corpo, era no início a forma de sobreviver e demonstrar coragem.

Ainda não havia um sentido para a imagem ou para o suposto valor da beleza e da boa aparência; tudo aconteceu de forma lenta, porem progressiva no decorrer dos séculos.

Os conceitos de uma estética corporal, o uso de cosméticos e o ato de embelezar a imagem, vão se construindo na composição da arte e na expressão da imagem, passando a fazer parte de uma identidade visual.

A magia da beleza estética surpreenderia o mundo com adornos na cabeça e com pinturas e ilustrações tatuadas a pele, códigos que revelariam sua identidade e sua superioridade diante do outro, despertando reação e emoção ao ato de se diferenciar.

4. Vaidade humana

Ao longo dos séculos, a vaidade estimulada ou religiosamente condenada, contempla um “ser” segmentado, constituindo os ideais de beleza e os hábitos de se embelezar: ora valorizando o rosto, ora o corpo ou as partes do ser; por fim, o “ser corpo” era assim admirado.

Nasce a necessidade de priorizar os sentimentos, o bem-estar, de modificar o olhar e a forma de se apreciar o belo.

“Uma mulher bonita não é aquela de quem se elogiam as pernas ou os braços, mas aquela cuja a inteira aparência é de tal beleza que não deixa possibilidades para admirar as partes isoladas” (Fonte: pensador).

5. Recursos para a imagem pessoal

A magia da beleza estimula a natureza humana, que vaidosamente é induzida a se enfeitar e a cuidar da aparência.

Do uso das perucas, as barbas, da arte dos penteados aos livros de beleza, surgem os recursos para a imagem que vão permear a história de consumo da imagem pessoal.

Tempos de mudança, de individualidade, de transformação nos relacionamentos, de um novo modelo de beleza.

Para fabricar o “ser belo”, o mercado imprime a intima necessidade de uma estética capitalista, contando com a presença de habilidosos profissionais (cabeleireiros, maquiadores, esteticistas, químicos, visagistas, etc…).

Esses profissionais usam e abusam de sua criatividade, aprimorada por ferramentas que satisfazem as exigências visuais e a comercialização da imagem (os recursos dos serviços de embelezamento).

6. Conclusão

Desta forma, sucessivamente a maquiagem, os penteados, os perfumes, os acessórios representariam naturalmente os projetos impostos ao valorizado pertencimento da imagem.