O horizonte do Visagismo… Na crise que assola o mercado de beleza no país

1. Introdução

A crise do mercado atingiu em cheio o mercado de beleza e estética.Houve uma estagnação e retenção do consumo de serviços de beleza, como explica o professor e coordenador de MBA em Gestão de Negócios de Visagismo, Robson Trindade.

2. Pesquisa

Na disciplina intitulada “Pesquisa de Comportamento e Consumo”, os alunos fizeram entrevistas com pessoas de diversas regiões da cidade de São Paulo.Um dos resultados da pesquisa é que as pessoas trocaram o consumo de produtos e serviços no ramo da beleza nos salões, pela auto-aplicação desses serviços.

Os dados da pesquisa demonstram que 91,33% das pessoas deixaram de consumir serviços de beleza por conta da crise.

E que, para não ficarem sem os recursos de beleza necessários para manutenção da sua autoestima, 76,5% das pessoas entrevistadas aprenderam a fazer sozinhas os serviços que antes consumiam nos salões.

Quando perguntadas sobre o que fariam após a superação da crise e a estabilização do emprego, 83,72% dos entrevistados disseram que não devem voltara consumir todos os serviços de embelezamento da mesma maneira, tais como manicure, pedicure, escova, corte, coloração e alisamento.

3. O novo perfil de cliente

Mas porque não voltariam a consumir?

Das pessoas entrevistas, 64,37% delas disseram que não voltariam a consumir porque aprenderam a se produzir sozinhas e que o autoatendimento gerou uma grande satisfação, já que se tornou uma brincadeira de troca de serviços entre seus familiares e amigos.

E, apesar de admitirem que o resultado não é tão bom, a economia é significativa, afirmaram elas.

4. O novo mercado de beleza

A pesquisa deixa claro que o mercado de serviços de beleza sofre um abalo sísmico, ou seja, a posição tida anteriormente à essa movimentação de mercado não voltará a ser a mesma.

O mercado de beleza mudou! E mudou para não voltar mais ao que era.

Ainda segundo a pesquisa feita pelos alunos que estudam MBA em Visagismo e Estética e Gestão da Imagem Pessoal, é evidente que o mercado não voltará a ser o que era ou a consumir o que consumia anteriormente.

5. E agora? Como proceder?

O mais importante para o profissional nesse momento é acreditar na imprescindível necessidade de entender esse novo mercado, e aprender como fazer para que seus clientes voltem a consumir serviços os quais elas não são capazes de fazer o autoatendimento.

Deve-se trabalhar na divulgação de serviços aonde elas necessitam da qualificação de um profissional. Esse novo profissional deve apresentar ao mercado conteúdos consistentes e diferenciados para dialogar com sua clientela, apresentando os serviços de qualidade que ele pode oferecer.

6. A nova realidade do profissional de beleza

O novo profissional da beleza também deve conhecer profundamente tudo o que propõe, não só entregando uma valorização da autoestima, mas também uma elevação da qualidade da imagem pessoal.

Entendendo profundamente a cliente.

Não adianta focar na cliente em si, mas qual é o foco dela, o que ela quer e precisa.

É esse profissional que o mercado busca. Ele será a solução na nova era do mercado de beleza no que diz respeito a consumo de serviços.

7. Quem deverá ser profissional nessa nova era?

A recessão, a retenção e a economia de recursos fez com que as pessoas aprendessem a lidar sozinhas com suas necessidades.

O prestador de serviços da área da beleza deve dar à cliente mais do que o prometido. Deve oferecer um serviço de qualidade diferenciada e, principalmente, ter em suas equipes, profissionais altamente capacitados.

Profissionais graduados, pós-graduados e com MBA, com conhecimento e experiência.

São essas atribuições que irão separar o bom profissional do profissional que aprendeu por repetição. O que vale é o profissional que tem um curso de formação e não somente de informação.

De nada adianta fazer vários cursos, pequenos cursos que lhe dão a ideia de que você aprendeu algo, quando na verdade, não aprendeu nada com profundidade.

Toda pessoa que deseja ser um profissional de destaque deve obter as informações necessárias para se munir de conceitos e fundamentos sobre como deve ser sua atuação no mercado.

8. Conclusão

A consumidora de hoje não aceita mais profissionais que atuam por meio de achismos ou ainda são chutologistas. Ela deseja um profissional que tenha conhecimento que permita a articulação entre teoria e prática.

Então, viva o novo mundo! Viva a nova consumidora! Profissionais de beleza, vamos estudar! Esse é o caminho!