O Cabeleireiro e o Visagismo

1. Introdução

A relação entre a ciência Visagista com a beleza exterior faz parte das bases de estudo dessa área.

É muito importante para o entendimento da relação entre cliente e profissional, e também da construção diplomática do visagista, a análise da comunicação durante o projeto.

Hoje em dia muitas pessoas que estão interessadas ou adotam o Visagismo como forma de mudança para projetos pessoais ou profissionais, procuram cabeleireiros experientes ou de qualidade para dar o ponto inicial.

2. Erros e acertos

Com base nisso, vamos atentar para alguns pontos importantes e que devem ser considerados para execução do artigo: falhas durante a comunicação e sucessivamente execução do trabalho do cabeleireiro, correções de resultados inesperados, importância da adoção do Visagismo para profissionais de outras áreas e a possibilidade do cabeleireiro ser ao mesmo tempo um grande profissional visagista.

 A exemplo desse fator, podemos citar uma situação bem comum no dia a dia:

Uma moça chega em um salão de beleza e pretende mudar a sua aparência. Chegando no local é apresentado a mesma um catálogo com diversos cortes de cabelo. Rapidamente a cliente escolhe aquele que atrai o seu olhar e em seguida o cabeleireiro começa a execução do trabalho.

Ao final disso, ao encarar o resultado a cliente se diz não satisfeita com o produto final. O cabeleireiro por sua vez escolhe não fazer nada, afinal seguiu todos os comandos e solicitações da cliente.

Diversas falhas podem ser notadas para que justifiquem a insatisfação da cliente ao final do trabalho.

Vamos analisar cada uma delas e em seguidas mostraremos como deveria ter ocorrido a comunicação entre ambas as partes.

Primeiramente, devemos questionar os atributos profissionais do visagista ou cabeleireiro presente na dita situação.

3. Resultado das falhas

Um bom profissional ao estar de encontro com a cliente não jogaria nela a única responsabilidade da transformação, pois apesar de a vontade dela ser a que importa, o conhecimento de como isso vai ser encarado está mais presente no visagista.

Como experientes, os profissionais devem entender que a motivação dos clientes está em conquistar mudanças que satisfaçam as necessidades dos mesmos, porém não é sempre que eles possuem ideia de como tudo estará no final.

O que deveria ter sido feito era uma análise mais detalhada do rosto do cliente e seus traços de personalidade.

4. Análise Visagista

Formato do rosto, postura e os gestos intuitivos são sempre pontos importantes para detectar qual manipulação vai servir para um bom resultado.

Dessa forma, com a chegada do cliente o cabeleireiro deveria ter iniciado uma comunicação analisando o gosto do cliente.

Em seguida, poderia ter apresentado um catálogo dando ênfase para os cortes e modelos similares ao formato e postura do cliente.

Sabemos que não são todos os cortes de cabelo, presentes em pessoas com rostos finos ou quadrados, que também serão vistos na mesma beleza quando feitos em rostos redondos ou achatados.

5. Qualificação em Visagismo

Esse tipo de orientação é dada ao profissional visagista durante a sua formação na graduação e pós-graduação.

Afinal, o Visagismo é uma ciência lógica e não intuitiva. É preciso ter conhecimento e propriedade de assuntos que vão desde geometria até estética e padrões de beleza.

O cabeleireiro para chegar e se estabelecer dentro do mercado de trabalho (principalmente na ciência Visagista) precisa passar por uma graduação (ou curso especializado em determinada área).

Mais tarde, em vista de melhorar sua qualificação e ganhar destaque na área pode realizar uma pós-graduação em Visagismo e construção da imagem pessoal.

Entretanto, com toda a revolução que está acontecendo nas áreas educativas e profissionais, podem existir profissionais visagistas que nunca fizeram cursos de cabeleireiro ou que são especializados em outras áreas que trabalham com estética e construção da imagem pessoal.

Hoje em dia é possível que a cliente chegue até o cabeleireiro já com um esquema feito por um profissional visagista com todos os detalhes que devem ser feitos para atingir o objetivo dela.

Desde os tipos de corte que mais combinam com os atributos físicos dela, como também os traços de personalidade que ela quer repassar para as demais pessoas ou situações.

O projeto de visagismo não se enquadra apenas a um tipo específico de área.

6. Visagismo Multidisciplinar

Profissionais graduados em design de moda, maquiagem ou até mesmo odontologia e cirurgia plásticas, também adquirem conhecimento do Visagismo para aumentar as chances de entregar ao cliente um trabalho satisfatório e comprovado teoricamente e na prática.

Portanto, em vista dos fatos apresentados, torna-se nítida a importância que tem o cabeleireiro e o visagista no processo de manipulação visual.

O profissional responsável por determinada mudança pode assumir as duas profissões? Sim. É possível que um visagista tenha conhecimento de cortes ou faça um curso de cabeleireiro. Assim, como já foi citado, diversos outros profissionais podem ser adeptos ao visagismo.

7. Conclusão

Essa ciência vem crescendo muito pois apresenta fundamentos e ferramentas que funcionam e trazem melhores resultados para os projetos estéticos e psicológicos.