Corte de cabelo muda a sua imagem?

1. Introdução

Cortar o cabelo muda tudo?

Sim. Se você não pretende apenas aparar as pontas, um novo corte mudará completamente a sua imagem virtual. E para isso, você deve consultar primeiramente um visagista, que é o profissional capacitado para harmonizar seu rosto com o corte de cabelo, de maneira que você consiga atingir seu objetivo.

2. A relação do cabeleireiro e cliente

Já há algum tempo, as pessoas iam ao salão de beleza, se sentavam em frente ao espelho e conversando através do espelho com o cabeleireiro, conversavam sobre o que se esperava do corte. Se queria curto, uma mudança na estrutura do corte, transformar o visual…

Era uma conversa indireta em que o cabeleireiro tentava perceber o que a cliente queria sem nenhum parâmetro.

Ele tinha que tentar identificar o desejo da cliente e, usando seu bom gosto, fazer o corte de cabelo que achava mais adequado.

Nem sempre esse resultado era satisfatório e esperado pelo cliente, já que o cabeleireiro não tinha o conhecimento que o visagista possui.

Daí a necessidade de consultar um visagista antes de escolher cortar o cabelo.

Curto ou comprido?

Muitas vezes a cliente desejava cortar o cabelo curto e o cabeleireiro, por medo da mudança brusca não agradar, opinava para que a cliente não fizesse isso, alegando, por exemplo, que cabelos curtos são para pessoas mais velhas, e que o cabelo comprido era mais bonito.

Mais jovem, mais bonita

Às vezes essa era a única direção que o cliente dava ao cabeleireiro, e o cabeleireiro fazia o que achava melhor para aquele objetivo.

E esses ‘achismos’ nem sempre tinham bons resultados.

3. Transformação solicitada pela cliente x harmonização da imagem

Mudança visual apoiada pelo visagista

Quando a pessoa pede pela mudança de visual, a primeira coisa que se pensa é que qualquer coisa diferente do que a pessoa está usando do momento é diferente, mas não é bem assim.

Essa busca pela mudança do visual e de uma nova possibilidade de imagem resultava num trabalho, embora com desejo de qualidade, difícil de ser aplicado pelo cabeleireiro, que não tinha conhecimento em entender os detalhes dos traços pessoais, como: altura, formato do rosto, tamanho do nariz, pescoço, ombro e volume dos seios.

4. Trabalho intuitivo

Ele também não tinha posse de informações importantes como atividade profissional da cliente, sua condição social ou qual o ambiente de trabalho que ela vive cotidianamente.

A soma dessas informações é o que dá ao visagista o repertório necessário para aplicar as técnicas do visagismo e obter um resultado satisfatório.

5. Surgimento da profissão de visagista

Surgem então, mais enfaticamente, com o advento do cinema entre 1920 e 1930, o profissional visagista. Ele se consolida no ramo de beleza a nível mundial.

O cinema usava o conhecimento do visagismo para caracterizar a imagem das pessoas naquilo que se buscava em termos de conceito de beleza.

O visagismo foi ganhando mais espaço e crescendo em grandes proporções.

6. Visagismo acadêmico

Em 2007, as universidades implementaram cursos de graduação para visagistas, e posteriormente os cursos de pós-graduação.

O que primeiramente era procurado por profissionais como cabeleireiros, esteticistas, maquiadores e profissionais da moda, passa então também a ser procurado por pessoas de outras áreas, ou por vontade de trabalhar no que lhe agrada, ou para utilizar as técnicas do visagismo para trabalhar com mais criatividade, fazendo um serviço focado no cliente.

Esse é o grande “boom” no visagismo no mercado e no mundo da beleza.

7. Visagismo em sinergia com o profissional cabeleireiro

Hoje, ao entrar em um salão pensando em mudar seu visual, a primeira mudança que se nota é que o atendimento não é mais indireto (pelo espelho) e sim, olho no olho, profissional versus cliente.

E quando o cliente pede uma transformação, a primeira providência é que um profissional visagista, não necessariamente um cabeleireiro, venha observar e conversar com o cliente.

O visagista deve estar munido de uma série de informações que o ajudará a interpretar melhor o cliente, conhecendo e percebendo suas características pessoais e profissionais, tanto interna como externamente.

Suas linhas corporais, seus traços de personalidade e informações profissionais.

Quando o visagista soma essas características apuradas com o desejo do cliente, consegue materializar o pedido feito com mais estrutura e com base assertiva.

Tendo como resultado um corte de cabelo harmonizado com o emolduramento do rosto.

8. O visagista e seu olhar

O visagismo identifica o rosto como sede da identidade da pessoa, e usa o corte de cabelo como recurso para emoldurar o rosto, sendo assim, realmente se cria visuais incríveis, respeitando a proporcionalidade do rosto e da imagem que considera todos os elementos físicos e psíquicos, como ombro, tamanho dos olhos, temperatura da pele, tipo de temperamento, personalidade que mais se sobressai na pessoa e assim por diante.

9. Conclusão

O corte de cabelo com excelência vai depender da análise visagista, que avaliará inclusive a cor do cabelo que casará exatamente com o corte pretendido, fazendo um trabalho de excelência quando se pensa em mudança de visual.

Então quando pensar em mudar seu cabelo, procure um visagista e tenha certeza de um resultado de excelência!