Aristóteles e as Proporções e Simetrias do Visagismo

1. Introdução

Aristóteles foi um grande seguidor de Platão.

Naquela época, era muito comum os pensadores gregos e filósofos seguirem o comando de outros que já tinham dado início a estudos e pesquisas.

O seu pensamento em relação às proporções e simetrias pode se aplicar ao Visagismo no tópico de beleza e olhar do outro.

2. Conceito do belo

Para o filósofo, na obra O belo na visão de Aristóteles, 2011, a ideia aristotélica estaria ligada assim à ideia da perfeição e nos critérios de medidas e proporções, havendo assim uma harmonia entre as partes.

Ou seja, tudo o que envolve criação humana é belo seguindo os critérios de Aristóteles.

Para o filósofo a beleza só poderia ser qualificada, não pela visão do observador e suas preferências particulares, mas sim pela medição das suas formas.

Um rosto bonito para ele, por exemplo, era aquele que fosse simétrico.

Consequentemente, como um grande nome da época (apesar de discordar das ideias do seu tutor Platão) esse tipo de conceito tornou-se uma realidade concreta do que deveria ser classificado como belo e feio.

3. Novos Tempos

Para o Visagismo muito do que se defendeu dentro dessa premissa foi se perdendo e modificando ao longo das gerações e épocas.

Afinal, já passamos por diversos tipos de disseminação de padrões de beleza.

Atualmente, sabemos que muito mais conta o que o olhar de cada um repassa do que as questões simétricas nas formas.

Entretanto é preciso não desqualificar ou ser indiferente ao equilíbrio que se deve ter para atingir uma boa aparência.

4. Assimetria

A assimetria pode trazer consigo pontos positivos e detalhes que atraem e são ricos para estabelecer a jornada rumo ao sucesso, seja nas questões sociais, comunicativos ou até mesmo pessoais.

A diferença nos lados do rosto de uma pessoa, por exemplo, pode ser muito eficaz quando isso não ultrapassa os limites.

Muito do que é interpretado na aparência de um indivíduo ou objeto partes as vezes dessa assimetria.

Em Simetria e assimetria facial Visagismo, 2014, a simetria é uma qualidade da imagem na sua semelhança.

Quando existe uma assimetria (diferença) você pode ter um lado mais sensual ou um lado mais racional, mas isso não significa que esse lado sensual ou racional seja correlacionado com seu comportamento.

E sim relacionado à imagem, qual a sensação que as pessoas podem ter ao te olhar e analisar sua imagem.

O lado sensual da face tem os olhos mais amendoados, mais fechados e levemente mais arqueados, já o lado racional tem seu olho um pouco maior, mais arredondado e levemente caído.

5. Despertar interior para o Visagismo

O profissional visagista deve repassar esse conforto e ideia para o cliente a fim de fazê-lo mudar a sua relação com a autoconfiança.

É muito importante que o trabalho realizado durante esse tempo também seja visto com um reflexo do exterior pelo interior.

Afinal, para um sujeito ter interesse na ciência Visagista é preciso ter o despertar interior em buscar mudanças e opções novas para o sucesso e realização pessoal.

Como já mencionado em outros artigos o Visagismo é uma ciência que reúne aspectos desde geometria, proporção como também matérias humanas (psicologia) e físicas.

Não se trabalha com e somente apenas no lado intuitivo do cliente.

É preciso criar um cenário real e concreto de como todas as metas vão se realizadas com base no planejamento, organização e condicionamento baseado nos princípios (do cliente e do Visagismo).

No cinema podemos citar um grande exemplo das formas que os personagens são representados com base nessa técnica geométrica.

E como defendido anteriormente, nem sempre um rosto simétrico vai causar agradabilidade ao público no geral ou um grupo alvo.

É preciso buscar nessa diferença assimétrica uma forma de repassar os sentimentos que o cliente deseja.

Desde a delicadeza, até a seriedade ou sensualidade.

Esses traços de personalidade são essenciais muitas vezes, pois através deles podemos encaixar o usuário dentro do padrão de vida que ele anseia.

Seja para se inserir dentro de um novo emprego, agradar visualmente as pessoas que estão no seu ciclo social e também repassar uma imagem de autoridade dentro de uma equipe de comando.

6. Conflito da assimetria

Para Bárbara Urias, em Visagismo: quebrando o mito do rosto simétrico, 2014, muitas pessoas acham que a beleza está na simetria entre os lados do rosto, mas o importante mesmo é ter harmonia entre os elementos da face.

A diferença exagerada é outro caso e deve ser analisado.

Se existir conflito entre as partes comparadas, e uma sobrepor ao que a outra apresenta e isso não será atrativo para o que se deseja visualmente do projeto.

Pode-se considerar nesse caso a reformulação de detalhes e a manipulação de imagens para conquistar o equilíbrio dentro do conjunto.

7. Conclusão

Portanto, com base nos fatos apresentados, entendemos que é de grande importância para o profissional do Visagismo entender o fundamento da proporção e saber quando deve ser aplicado a manipulação para controlar o que se mostra exagerado ou em conflito.

A presença dessa técnica vai além da ciência que estamos analisando, o que confirma mais ainda a sua eficácia dentro desse trabalho.